No dia 31 de janeiro de 2007, a convite do IAP, fomos ao CESUMAR para assistir uma demonstração de uma máquina portátil para descontaminação de lâmpadas fluorescentes.
O interessante do processo é que não é necessário mais acumular milhares de lâmpadas e enviar para alguma fábrica em outro estado, com o perigo de algum acidente na estrada contaminar ainda mais este planeta.
Essas lâmpadas são extremamente tóxicas, podem contaminar o lençol freático com fósforo e mercúrio e contaminar também os humanos.
O mercúrio tem efeito acumulativo e a exposição prolongada causa danos pulmonares, renais e neurológicos causando doenças como o mal de minamata.
No Japão, em 1953 na região de Minamata, houve o primeiro caso de lesão comprovado no sistema nervoso central, em moradores perto desta região.
Um indústria plástica utilizava o Hg (Mercúrio) inorgânico como catalisador na produção de plástico. Chegando à contaminar a bahia de Minamata, e assim a biota existente na região.A água e os alimentos ingeridos como verduras e peixes foram a fonte da contaminação.
Mais de 1.300 pessoas morreram intoxicadas com estes sintomas conhecido como o mal de Minamata ou Doença de Minamata.
Lançado no Paraná serviço inédito de coleta e reciclagem de lâmpadas fluorescentes
O novo sistema previne a contaminação do meio ambiente por mercúrio, substância altamente tóxica que pode causar danos também à saúde dos seres humanos.
A Ambiensys, empresa paranaense de Gestão Ambiental lança um serviço de coleta e reciclagem de lâmpadas fluorescentes no próprio local das empresas, proporcionando maior segurança no processo de descarte desse lixo considerado prejudicial ao meio ambiente pelo alto poder tóxico de substâncias como o mercúrio.
Para as empresas, o serviço de coleta evitará o armazenamento muitas vezes inadequado de grandes volumes de lâmpadas queimadas e o risco de quebra e evaporação do mercúrio na atmosfera. Outra vantagem da descaracterização na própria empresa é dispensar o transporte das lâmpadas inteiras até a destinação, pois nesta situação exigem-se condições especiais de deslocamento e seguro da carga devido aos riscos de contaminação ambiental em caso de acidentes.
O serviço de coleta atenderá as solicitações das empresas independentemente do volume de lâmpadas a ser descartado. Isso será possível pela praticidade do Bulbox, um equipamento portátil desenvolvido com tecnologia 100% nacional, capaz de triturar até 1500 lâmpadas por dia, armazenando seus resíduos - vidro, alumínio, fósforo e mercúrio em um sistema a vácuo sem riscos de contaminação do ar por gases nocivos e com total segurança na operação. O que não é reciclado tem sua destinação adequada em aterros industriais.
Segundo o diretor da Ambiensys, Ricardo Barros, “o principal objetivo do sistema BULBOX é contribuir para a preservação ambiental evitando a contaminação do meio ambiente pelo mercúrio presente na composição de lâmpadas fluorescentes e ainda atender as normas regulamentares que obrigam o descarte e a manipulação das lâmpadas com segurança sem afetar a saúde de funcionários ou o meio ambiente”.
Como o sistema cumpre todas as exigências legais referentes ao descarte correto das lâmpadas, a Ambiensys ainda fornece aos seus usuários a Certificação Destinação Final de Resíduos, que garante a rastreabilidade, um importante procedimento necessário para empresas certificadas ou em processo de certificação ISO14000.
Em âmbito local, o sistema Bulbox conquistou em 2006 o Prêmio ACP de Comércio Exterior pelo melhor projeto apresentado pelos alunos da UNICENP na categoria “Aluno e a Atividade Internacional”. E ganhou reconhecimento nacional da ABIVIDRO - Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidros – por recomendar a utilização do sistema como forma correta de descartar lâmpadas fluorescentes sem riscos para o meio ambiente.
Lançado no mercado em 2005, o sistema Bulbox já triturou e reciclou quase 200.000 lâmpadas, atendendo nos serviços público e privado, tais como Prefeitura Municipal de Curitiba, Infraero, Sanepar, Fundepar, PUC/PR, Cavo, Hospital Vita, Brasil Telecom, Sociedade Educacional Tuiuti, Associação Franciscana Bom Jesus, Simoldes, TI Brasil e Faurecia, que passam agora a usufruir da praticidade do serviço de coleta e descarte na própria empresa. E os primeiros contratos para levar o serviço a outros estados já estão sendo firmados, iniciando por Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Lâmpadas fluorescentes – O risco ao meio ambiente
O Brasil consome anualmente aproximadamente 100 milhões de lâmpadas fluorescentes - deste total, apenas 6% das lâmpadas descartadas passam por algum processo de reciclagem.
Aproximadamente 95% dos usuários pertencem ao comércio, indústria ou serviços.
Apenas 5% são residenciais;
Apenas 10% dos municípios brasileiros dispõem seus resíduos domiciliares em aterros sanitários;
Aproximadamente 77% dos usuários brasileiros descartam lâmpadas fluorescentes queimadas em lixões, aterros industriais ou sanitários que favorecem a contaminação do solo, subsolo e mananciais hídricos.
Além de contaminar o meio ambiente, o mercúrio pode causar problemas neurológicos em seres humanos.
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